Oi, pessoal. Aqui é a Larissa, excepcionalmente na segunda feira, Dia dos Namorados! E em homenagem a esse dia, hoje falarei do filme romântico "Ponte Aérea".

À primeira vista, “Ponte Aérea” parece bobinho. Mesmo assim, é tão raro ver (boas) comédias românticas brasileiras, que quando vi a chamada na TV, fiquei imediatamente interessada.

Aviso: Pode conter spoilers.

O filme de 2015, escrito por Julia Resende e L.G Baião, dirigido por Julia Resende e Paulo Eduardo, e estrelado por Caio Blat e Leticia Colin, conta a história de um casal, Amanda e Bruno. Ele, artista, relaxado, meio sem propósito na vida a não ser curtir. Ela, paulista, tensa, a mil por hora, workaholic e recém promovida na agência onde trabalha. Como sempre, a justaposição entre o carioca relaxado e o paulista tenso, viciado em remedios pra dormir, beirando um pouco o cliché, mas não chega a incomodar muito. 

Os caminhos se cruzam quando o avião em que Bruno e Amanda estavam não pode seguir viagem, devido ao mau tempo. Eles dividem uma lata de cerveja em um hotel no meio do nada, e a mágica acontece (por mágica, entenda sexo). Nenhum dos dois queria um envolvimento sério, cada qual com seus motivos para tal. Mas tal qual Eduardo e Monica, quanto mais Bruno e Amanda se encontram, mais a vontade de se verem aumenta.

À medida que o filme e o relacionamento deles avançam, os conflitos também aparecem, como um irmão mais novo do lado do Bruno, os desafios do novo cargo para Amanda, e a falta de ambição dele, que entra em contraste com a inquietude dela.

Daí pra frente, são várias cenas contando o que de fato faziam para estarem naquele avião, e o subsequente relacionamento entre os dois, atravessando os dois estados, um influenciando o outro um pouco.

É possível notar um simbolismo (ou eu estou viajando) na forma da cerveja, que a Amanda toma no começo como dever de casa, primeiro forçada pelo Bruno, depois por causa do trabalho, enquanto o carioca bebe para relaxar. É o Bruno que ensina a Amanda a curtir a vida enquanto ela tenta impulsioná-lo a levar a vida (e a ela) mais a sério.
Ok, param os spoilers por aí.

Gostei muito de como o filme foi estruturado. Fora o cliché do carioca malemolente vs paulista tenso, (tenho preguiça) tanto roteiristas quanto diretores fizeram um bom trabalho, ainda mais se tratando de filme brasileiro.

 Precisamos de mais filmes românticos, sem piadas desnecessárias, sem clichés bobos desinteressantes, sem atores convidados que não deveriam estar ali, sem bordões ou comediantes que não param de gritar e acham que isso é humor.

No meu caderninho, são poucos que não possuem esses elementos. O cinema brasileiro começa a entrar em ascensão, e não são todos os filmes que eu tenho paciência de assistir. Isso porque, salvo exceções, pecamos por imitar filmes americanos. Povo, nada contra a globalização, vai haver semelhanças, mas estou falando de cópias quase idênticas. Estou falando de copiar o dever do amiguinho. Um exemplo é “O mentiroso”e o “Político Honesto”, e “Odeio o dia dos namorados”, tanto o americano quanto o brasileiro.  Custava pelo menos trocar o nome no trabalho?

Ou então temos filmes cult. Adorei "Que horas ela volta", mas não é todo mundo que curte filmes como “Helena” e “O som ao redor”.

Nesse quesito, Ponte aérea passa de ano com louvor. Lembra filmes como “A dona da história” e “Mato sem cachorro”, no quesito filme romântico nacional fofo.

Simplesmente fofo, com uma história legal, que nos faz pensar sobre a dificuldade das pessoas em se conectar, em estabelecer e manter relacionamentos, um problema que com certeza afeta a nossa geração. Poderia ser uma cópia de Amor à distância, por falar de relacionamentos a distância, mas prezou pelo original, dando um toque e uma voz brasileiros ao longa. O filme é de 2015, e eu não tive como não pensar que, se tivesse visto na época, a identificação seria tanta que seria doloroso assistir. 

Eu já conhecia o trabalho do Caio Blat, mas a Letícia Colin surpreendeu muito, com seu amadurecimento. Não deve nada a atrizes de Hollywood do calibre de Jennifer Lawrence ou Emma Stone. Os personagens também são envolventes, embora o Bruno tenha me dado nervoso e raiva, muitas vezes. O final também foi bem interessante. Chega a dar orgulho de dizer que o filme é brasileiro. 

Recomendo a todos os fãs de filmes românticos. E para aqueles que dizem detestar filmes nacionais, é uma boa pedida para mudar de ideia. Uma boa pedida para assistir enroladx no cobertor, no sofá, com chocolate quente ou brigadeiro, com ou sem companhia.

Beijos da Lari, e feliz dia dos namorados!

14 Comentários

  1. Que romântico
    adorei a resenha vou ja assistir

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  2. ADORO os atores Caio Blat e a Leticia Colim ja é um dos motivos suficientes para eu querer ver essa comédia romantica.
    BJOS

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  3. Esse filme retrata bem os relacionamentos hoje em dia.
    Eu queria ter assistido ele na tv e esqueci..

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Olá Alice, tudo bem?
    Suas resenhas estão cada vez melhores, adoro visitar seu blog em busca de indicações de livros e filmes. Bem, vamos ao post. É, parece que falta uns parafusos nos protagonistas porque MEU RÁ!! Gostei do fato deles serem opostos e viverem em lugares diferentes mas se amarem mesmo assim e enfrentar as dificuldades juntos. O realismo da trama, como você disse, sem aqueles clichês bobos. Também a dificuldade para manter o relacionamento e nunca desistir um do outro apesar das dificuldades. É, porque tem romance que a gente lê ou assiste e parece que o autor ou autora (geralmente autora) copia Crepúsculo inteirinho, mudando só os nomes dos personagens e os lugares, mas o resto é o mesmo. E ainda por cima o filme é brasileiro. *--* Tenho certeza vai valer a pena ver depois de ler sua resenha.

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    1. Obrigada. Mas é a Larissa falando rsrs. Bjossss

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  6. Eu adorei esse filme! Um filme leve e divertido pra distrair. E é nacional, o que é muito legal!
    Bjos

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  7. Olá!
    Eu morro de preguiça de assistir filmes, mas esse me chamou muito a atenção! Gostei mesmo, pretendo assistir!

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  8. Quando vi a chamada desse filme, fiquei louca pra assisti-lo, mas o cansaço foi mais forte e acabei dormindo. Mas amei sua resenha, e fico feliz de saber que não é um filme-clichê, que tem sua originalidade e força próprias! Adorei! Bjoooo
    www.blogpapelpapel.blogspot.com.br

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  9. Oie, tudo bem?
    Eu normalmente não gosto de filmes nacionais, então não daria uma chance a essa obra de início. Porém, lendo sua resenha, me interessei pela narrativa (até porque adoro a Leticia!)

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  10. Olá
    Sua resenha ficou muito fofa, gostei muito da sua reflexão sobre o cinema nacional em especial sobre as comédias românticas, também não tenho muita paciência para bordões e participações especiais. Eu não sei se assistiria o filme por que não gosto muito de comédias românticas, mas parece ser um filme muito bom para quem gosta é que não deve nada para os gringos.

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  11. Tinha ouvido falar desse livro mas não tinha me interessado tanto, há realmente um receio quanto à filmes nacionais, mas após essa resenha quero muito assistir e espero me surpreender como me surpreendi com O escaravelho do Diabo(também nacional).
    Abraços

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  12. EU JÁ ASSISTIR O FILME!! amei ele e sua resenha tbm, foi bem autentica e não fugiu do original, apesar dos spoilers hehe..
    beijos

    levandoaseriio.blogspot.com.br

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  13. Oiee!!

    Gostei bastante dessa sua crítica-resenha, e fiquei com vontade de assistir. Vou procurar pelo filme e baixar ele, pra assistir esse fim de semana.

    Abraços

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