Hola Muchachos, 

Resolvi responder a Tag RBD que vi no blog do Daniel, do Lendo com Daniel!
Na época que o RBD explodiu no Brasil, eu tinha 9 anos e era uma garotinha viciada em Rebelde, tinha camisa, boné, quadros, CD'S, DVD'S, tudooo!! 


A ideia da Tag é fazer uma analogia das músicas do RBD com livros. Mas antes disso quero mostrar minha coleção de Rebelde que guardo até hoje haha Nem eu lembrava que tinha tanta coisa mesmo depois de 11 anos :o O incrível é que está tudo muito bem conservado!!!
Quem era seu RBD favorito? Eu amavaaaaa a Mia e suas extravagâncias, eu sei, sou muito meiguinha *_* 


Vamos a Tag: 

1- Rebelde: livro ou filme que todo mundo gostou menos você



Não curti "O Código da Vinci" do Dan Brown. Talvez não tenha curtido por ter lido muito novinha, com 12 anos. É um livro que desejo fazer uma releitura, pois "Anjos e Demônios" do mesmo autor eu simplesmente amei *-*


2- Solo quedate en silêncio: Um livro cujo final me deixou sem palavras


Nessa categoria eu não poderia deixar de encaixar Luxúria. Esse final me deixou sem palavras, sem fôlego e sem coração. Simplesmente um tiro nesta pobre leitora :O 

3- Enseñame: um livro que você se esforçou para ler mas não rolou


Dom Casmurro tinha sido o único livro que eu não tinha conseguido terminar de ler, mas esse mês finalmente li e amei <3

4- Salvame: um livro que acabou sendo uma fria que você gostaria de ter saído


Eu amo a série "Fallen", mas Paixão me decepcionou. Eu esperava tantooo desse livro e no final ele me causou mais medo do que satisfação, infelizmente!  

5- Este Corazón: um livro que roubou meu coração


"O Diário de Anne Frank" roubou meu coração, minha vida e meu fígado. É o meu livro favorito, sinto que tenho uma conexão forte com todos os livros relacionados a Segunda Guerra Mundial!! O melhor livro ever. Todos precisam ler!!!! 

6- Santa No Soy: o livro mais safado que você já leu


Com toda certeza foi a trilogia de Cinquenta Tons de Cinza. O Grey e a Anastasia são quentes em todos os sentidos... 

7- Aun Hay algo: um livro que você desistiu de ler, mas que vira e meche a vontade volta

Não tenho um livro que desisti de ler, se começo um livro, tenho que terminá-lo

8- Inalcanzable: um livro que está na lista de compras, mas por algum motivo nunca compro


Harry Potter!!! Ainda não consegui o motivo por eu não ler estes livros e nem assistir os filmes  

9- Una canción: uma música que te lembra um livro


Impossível não associar Photograph com "Como eu era antes de você", ao ouvir essa música as lágrimas brotam. Amo muito!

10- Asy soy yo: um protagonista que eu me identifico


Claro que é com a Luna. Ela é inteligente, meiga, não tem muita confiança em si mesma, mas batalha pelo seu sonho com unhas e dentes. Ela é tão parecida comigo, as dúvidas dela foram minhas dúvidas em alguns momentos!


Espero que vocês tenham gostado da Tag!!! Me contem se vocês também eram Rebelmaníacos <3




Beijooos da Lice

Olá leitores,

Acho que nunca respondi uma tag aqui no blog, mas como tudo tem uma primeira vez, irei responder a tag que a Raquel do Blog Bibliotecamos adaptou e que eu achei maravilhosa.


Vamos lá responder cada tópico. Devo avisar que as escolhas não foram fáceis, pois por incrível que pareça acabei descobrindo que não leio tantos romances fofinhos, meus romances são trágicos :/


1- Um Romance Fofinho Que Gostaria de Viver


Se você encontrasse um lugar onde todos o aceitassem... Seria capaz de abandoná-lo? Sophie se esconde de todos e de si mesma: insegura, não consegue enxergar sua beleza e talento, e sente dificuldade em se relacionar com os outros. Seu dia a dia se perde entre os caminhos tortuosos dos que convivem com a depressão e o bullying, e a jovem aos poucos vai se fechando na escuridão de seus pensamentos. Desamparada e sem coragem de lidar com seus problemas, ela acaba descobrindo um lugar mágico: um Reino onde as vozes não se calam e as criaturas encantadas se tornam reais. Um local colorido onde ela finalmente poderá se encontrar. Dividida entre a realidade e a fantasia, Sophie contará com a ajuda preciosa de um rapaz comum e uma guardiã encantada, que lhe mostrarão os segredos da alma e a farão decidir se vale a pena enfrentar seus medos ou viver em um eterno conto de fadas.

Impossível não querer viver o romance da Sophie!!! Ela vai descobri um mundo só dela e tudo é tão encantador, que enquanto eu lia esse livro eu queria ser ela. O Leo é um gato, super fofo e ajudará a Sophie a passar por todas os problemas que a machucam e a fazem sofrer. Um verdadeiro conto de fadas.
Muito amor por esse romance 💙💙💙  


2- Um Romance de Época que Gostaria de Viver


'SE O AMOR DELA MORRESSE, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue.'
O livro favorito do casal do momento: Bella e Edward! Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. 'Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff', diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

Como não amar "O Morro dos Ventos Uivantes"????
A Emily criou personagens tãos fascinantes e instigantes que o leitor não sabe se ama ou se odeia a Cathy e o Heathcliff. Um amor que foi banhado pelo ódio, pelo desejo de vingança e luxúria. Personagens mesquinhos, egoístas, mas que amam verdadeiramente, mesmo com tantos defeitos. Eles seriam capazes de tudo pelo amor que sentem e isto me fez amar esses dois seres tão peculiares.


"Se tudo o mais perecesse e enquanto ele perdurasse, eu ainda continuaria a existir; e se tudo o mais restasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria muito mais estranho"



3- Romance New Adult que Gostaria de Viver


A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. 
Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

Qual a louca que não ia querer um Maddox na sua vida????
Os homens dessa família são espetaculares, são a definição de "um pedaço de mal caminho".
Eu sou apaixonada por todos eles, mas quando o assunto é o Travis eu me acabo, ele é a mistura perfeita de um badboy com um toque de ar romantizado. O Travis é meu crush supremo, esse homem sabe fazer uma mulher ferver, literalmente...
Sinceramente, gostaria de reproduzir todas as cenas dele com a Abby (garota de sorte)!!
Acho que me descontrolei um pouquinho hahaha Espero que vocês tenham entendido o recado :)


4- Um Romance que Gostaria de Viver e Não se Importaria de estar Presa dentro do Livro


Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.

Perdida é o típico romance que a maioria das pessoas amam e eu sou uma dessas!!
A Carina é maravilhosa e consegue prender o leitor no início do livro, nos levando a degustar um romance leve e ao mesmo tempo forte, com personagens marcantes e poderosos.

Com toda certeza do mundo, eu gostaria de ficar presa e "Perdida" nessa história. O Ian é maravilhosamente perfeito, um cavalheiro que soube aceitar as loucuras da Sofia e aprender um pouquinho sobre como o futuro pode ser maravilhoso e cansativo.
Misturando viagem no tempo, descobertas de novos amores, saudades de casa e a incerteza sobre o futuro, a Sofia e o Ian vão mostrar que o amor envolve escolhas, aprendizado e que pode superar séculos.
Quero ficar presa nesse romance agoraaaaa!!!   


5- Indique um Romance que Você Gostaria de Viver e acha que Todos deveriam Ler


A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome.
Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?
Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

Acho que já deu para perceber que sou louca pela Carina né?! hahaha
De todos os romances que li da Carina o que mais me cativou e que saio recomendando para todos  é "No Mundo da Luna".
A Luna é atrapalhada, louca e tem um senso de humor maravilhoso. Ela divide um apartamento com sua melhor amiga e trabalha em uma famosa revista como recepcionista, mesmo sendo formada em Jornalismo. É uma personagem que se meterá em várias confusões, que descobrirá e se apaixonará pela sua origem cigana e claro, viverá um romance de tirar o fôlego.
O Dante é o chefe que muitas pessoas gostariam de ter: lindo, profissional e competente. Mas a Luna não vai nem um pouquinho com a cara dele...

Luna e Dante viverão um romance complicado, cheio de dúvidas e segredos. Juntos, eles terão que provar dia-a-dia que o amor é capaz de superar todos os obstáculos e que a magia mais poderosa os dominou, o amor.
Eles são um dos meus casais preferidos e eu não pensaria duas vezes ao querer viver o romance deles!!      



Então é isso pessoal, espero que vocês tenham gostado e muito obrigada por me marcar na tag Raquel!!!






Beijinhos da Lice

Hellooo leitores, tudo bem com vocês?

Hoje trago para vocês  resenha do livro "Apenas uma Garota Comum" da parceira Heloisa Galindo. A leitura foi agradável, leve e cativante. Um livro que se encaixa na categoria: muito amorzinho >;< 

Apenas uma Garota Comum
Autora: Heloisa Galindo
Páginas / Ano: 136 / 2014
Editora: Novo Século
Nota: 💙💙💙💙



SINOPSE: Serena é uma garota normal, que vive em uma cidade na Califórnia com sua irmã Sierra e seus pais. Como toda adolescente, frequenta a escola com sua amiga Aísha. Outro detalhe comum da idade: não é a melhor aluna em matemática.
Na manhã do seu aniversário, coisas estranhas começam a acontecer com Serena, e, junto com sua amiga, ela tenta encontrar um modo de voltar ao que acredita ser normal.


Serena é uma garota tímida que não possui uma boa relação com os seus pais, na maioria das vezes, eles ignoram a presença dela. Já com a sua irmã Sierra a sua relação é um pouco diferente, elas não são super amigas, mas respeitam-se e possuem certa cumplicidade, a Sierra parece ser a única da família a se importar com Serena.
Serena encontra paz e amor na sua melhor amiga, a Aísha. As duas são quase irmãs e dividem todos os momentos de alegrias e dores. No colégio, Serena não é uma boa aula quando o assunto é matemática e como toda adolescente ela tem uma rixa com a garota mais popular do colégio, Caise. 

Casie é a melhor atleta da equipe de natação, já Serena, faz parte da equipe, mas é simplesmente péssima, está na equipe apenas para cumprir a disciplina. A disciplina que encanta Serena e ela ama é a de Mitologia, lescionada pela professora Mitch. Ela tem uma ligação com a professora, elas possuem uma relação de carinho.


Alguns dias antes do décimo sexto aniversário de Serena, seus pais precisam viajar para cuidar da sua avó paterna que está doente, eles levam consigo Sierra, deixando Serena sozinha em casa. No dia do seu aniversário, ela sente um incomôdo em seus olhos, além de tristeza, pois seus pais não lembraram da data.
Para comemorar o seu aniversário, ela e Aísha fazem uma festa do pijama, se esbanjam em besteiras. No dia seguinte, Serena acorda e percebe que seus olhos mudaram de cor. A partir deste momento, a vida dela terá uma reviravolta e ela não saberá o que fazer, em quem confiar ou como tentar ter uma vida normal.         

Serena e Aísha saem em busca de livros que possam ajudá-las a descobrir o que está ocorrendo com Serena, mas elas falham e não conseguem achar nada de útil a priori. Pouco depois, elas descobrem que a cor dos olhos de Serena mudam de acordo com o seu humor, indo de um vermelho vivo quando está com muita raiva à um rosinha clarinho quando está feliz. 

A garota acabará adquirindo poderes com o tempo, conseguindo mover objetos e absorvendo a eletricidade. Magicamente, Serena também tornarar-se uma exímia nadadora, obtendo os melhores tempos do colégio e despertando o ódio mortal de Caise.
Serena verá sua vida virá de cabeça para baixo, deixando de ser uma garota comum e passando a ser uma garota super poderosa, literalmente.


A obra é muito gostosa de ler, possuindo certas cenas hilárias e outras que beiram o drama. O livro toca muito na amizade verdadeira e em como, muita das vezes, os amigos são uma família. Com um contexto bem adolescente, a Heloisa (que na época que escreveu o livro tinha 16 anos), conseguiu colocar todos os dramas que uma adolescente "excluída" passa ao longo da sua trajetória escolar.

Para leitores maduros a estória corre muito, deixando muitos pontos sem nós. As cenas não são bem exploradas e a sensação que fica é que falta mais. A estória não chega a ser um romance, já que não temos um casal e esse fato por si só já nos faz imaginar que talvez não tenhamos um clichê, e de fato, a obra imaginada pela autora não é um clichê.

Algumas coisas me incomodaram durante a leitura, uma delas foi os erros gramaticais. Faltou ma revisão detalhada por parte da Editora, a obra merecia está intacta e perfeita.
Já a capa é maravilhosa, ela encaixa perfeitamente com a estória contada, as nuances das cores encantam.
A relação da Serena com a mãe também foi algo que me deixou com os nervos à flor da pele, não entendo como uma mãe pode ser tão irrelevante com a filha!!!


O clímax do livro não chega a ser surpreendente, pois ao longo das páginas temos muitas pistas do que pode ter ocorrido com a Serena. Nas últimas páginas, podemos compreender todos os segredos que finalmente foram revelados, mas as dúvidas sobre alguns fatos isolados permanecem e preendem o leitor para o próximo livro.

Recomendo a leitura para quem deseja ler algo rápido, leve e encantador! Aguardo ansiosamente a continuação e com toda certeza lerei, pois preciso conhecer as novas aventuras da Serena, um peixe fora d'água.

Obrigada Heloisa pela oportunidade!!!


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Beijinhos da Lice

Heyyy amores, tudo bem?

"O Inverno que não acabou" do parceiro Adriano de Andrade  é um livro de contos que transpassa o terror psicológico, afetando o leitor, que sente-se acuado, com medo e reflete sobre tantas histórias reais e ao mesmo tempo fantasiosas, misteriosas.

O Inverno que não acabou e outros contos
Autor: Adriano de Andrade
Páginas/Ano de Publicação: 144/2015
Editora: Novo Século
Nota: 💙💙💙💙



"O que eu realmente queria era deixar meu passado em algum lugar, distante e guardado, para que ninguém mexesse nele, como se isso fosse possível"


  
SINOPSE: Um homem lutando contra as suas – amargas – lembranças; um psicopata oculto perturbando sua vítima em um cenário obscuro; dois mundos distintos que seguem caminhos paralelos e quase se cruzam; um erotismo imaginário preenchido com sofrimento alheio; o sonho perdido de uma criança e o vício na vida de um gênio. Elementos que compõem as narrativas curtas deste livro; uma seleção de contos para colocar suas sensações à flor da pele. Em um universo que percorre diferentes cenários relacionados às aflições que cercam o indivíduo, O inverno que não acabou e outros contos revela a eterna alternância dos sentimentos que resumem a esperança e a descrença na atitude humana. 

"As marcas que você carrega revelam o quanto você foi útil na vida de muita gente"

Não costumo ler muitos livros de contos, mas ultimamente tem sido o estilo que mais leio e estou muito grata com cada leitura, pois sempre me trazem algo novo e me fazem refletir sobre a vida, meu psicológico e minhas ações.

Em "O inverno que não acabou e outros contos" a satisfação não foi diferente. Cada conto prende o leitor, lhe deixa com receio e angústias. O trabalho do autor é incansavelmente maravilhoso, conseguimos sentir a mensagem que foi desejada ser passada na escrita.

Os contos envolvem terror, amor, decepção, ódio e principalmente medo, medo do amanhã, medo do agora, medo dos sentimentos. Narrado em poucas páginas, o autor consegue fazer o mais difícil, convencer com uma boa história em algumas linhas. Algo que me instigou, é o fato das histórias serem narradas por homens, seja uma criança ou idoso, e esta visão do mundo é bem peculiar.

"Precisava tirar meu coração daquele ostracismo depois que invadiram a minha vida e saquearam o meu amor"

     
Temos um conto que narra o nascimento de uma vida pela percepção do bebê, já outro narra a morte. Um conto narra a separação dos pais e um final trágico. Outro mostra um adolescente que desde sua infância é obrigado a presenciar as discussões dos seus pais. O livro tem muitos relatos sobre a família, como ela influencia a vida das pessoas e pode traumatizar e mudar completamente a vida de alguém.
Alguns contos mexeram em minhas feridas, feridas construídas na infância e que hoje reluto para esquecê-las.

O último conto "Mineiro que não perde trem" é o mais engraçado, gargalhei com a história dos maridos que perderam o avião estando no próprio aeroporto :o
Os 4 contos intitulados como "Faltou-me" são os mais surpreendentes pela emoção da narrativa. Espetacular!
Porém o conto que mexeu com as minhas entranhas foi "A maçaneta negra", pois é profundo e seu final deixa o leitor perplexo, que não possue uma imagem nítida do que pode ter ocorrido ou de como ocorreu, criamos nossa própria versão do final.

Muitos contos não possuem um final claro ou óbvio e isto é o que agrada o leitor. Devo confessar que certos finais me decepcionaram, não pela escrita, mas pela minha expectativa. 

"Nenhum pesadelo é tão ruim que os olhos não o façam piorar"

  
Resumindo, "O Inverno que não acabou e outros contos" pode te fazer chorar, sorrir, sentir medo e simplesmente odiar o escuro. Depois desse livro, um casal pode ter mais significados, a vida pode ganhar mais cores e o medo pode ganhar mais vida. Nem todas as mágoas ficarão guardadas para sempre e nem toda omissão permanecerá por tanto tempo escondida. O mal pode ser mais mal e o bem pode não ser tão bom assim!

"Naquele momento, havia descoberto o diagnóstico para a sua desgraça: um 'tumor maligno' que seu coração partido criou. E isso se cura com amor-próprio"

Obrigada Adriano pela oportunidade!! 


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Beijinhos da Lice  

Olá leitores, tudo bem?

Hoje trago a resenha do livro "Luxúria - Herança de Sombras" da parceira Juliana Bizatto.
Sabe aquele livro que você simplesmente não consegue largar? Então, com esse livro você não conseguirá parar de ler até terminá-lo. Fantástico, misterioso, sobrenatural... Luxúria te encantará de várias formas diferentes e você amará cada página com a sua alma!

Luxúria 
Série: Herança de Sombras
Autora: Juliana Bizatto
Páginas: 400
Gênero: Romance Sobrenatural
Nota: 💙💙💙💙💙 Favoritado

"Sempre há quem queira sair, como também quem quer ficar no mesmo lugar"

 

" Por que você insiste em segurança e razão? Não exise nada lógico em ser feliz, Sam"

SINOPSE: Samantha cresceu nos luxos e tradições de sua família e, desde cedo, aprendeu a não fazer perguntas. Ela não precisa saber o que aconteceu ao seu pai, ou por que a Vozinha não permite que as garotas saiam em noite de lua cheia, ou ainda entender a razão pela qual nenhuma Hoffer jamais morou fora da ilha, quanto menos saiu da cidade de Tormento. Ela não precisa saber, apenas obedecer. 
Porém a obediência se põe a prova quando Benjamin aparece em sua vida. Benjamin, com sua insistência, com seu charme e com sua tendência a aparecer sempre no momento em que ela mais precisa. De repente o certo parece errado, e o errado... irresistível! 
Samantha e Tormento não sabem, mas as suas vidas jamais serão as mesmas.


O livro é ambientado no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Tormento, uma cidadezinha de 5 mil habitantes que possui um clima peculiar, estando quase sempre nublado e com ventos forte.
Em Tormento habita a família Hoffer que é composta por 10 mulheres. As Hoffers moram em uma ilha particular situada a poucos quilômetros da costa de Tormento, são mais que uma família, são uma só, compartilhando todas as dores, felicidades e problemas.

Luxúria é narrado em primeira pessoa pela Samantha Hoffer. A Sam divide a ilha com sua irmã Babi, sua mãe Gabi, a Vozinha, a Tia Leo, a Tia Abi, as suas primas gêmeas Regi e Sy, além das suas outras primas Mô e Luci. 
Todas as Hoffers são extremamente lindas, loiras e com olhos passeando pelo azul e verde. Mas a Sam destoa de todas, possui olhos negros e cabelos rebeldes, não preocupa-se tanto com moda e beleza como as demais.
Em Tormento, as Hoffers são praticamente celebridades, tudo que elas fazem vira notícia e todos querem um pouco da sua atenção.

"Talvez nem todos os relacionamentos fossem assim intensos como o de meus pais, talvez fossem tranquilos como as marolinhas que estão quebrando na areia da praia que eu observava. Só tinha um problema: eu gosto de ondas grandes, que, quando quebram, não deixam pranchas ou pessoas inteiras. Eu me interessava justamente por essas ondas"

Todos os dias, as garotas saem de manhã da ilha e vão de iate para a costa, pegam seus carros no porto e vão para a cidade onde estudam e passam o dia, voltando para ilha apenas a tarde. A Vozinha impõe duas regras para as meninas: que elas estejam sempre juntas e que voltem no horário certo para casa. 

A Sam tem como melhor amiga a Mô, ela adora a prima e considera-a como uma verdadeira irmã. Ela namora o Martin, filho de políticos e eles possuem um namoro estável. Mas tudo isso muda quando no primeiro dia de aula ela cruza com Benjamin, um garoto que acabou de chegar na cidade que possue os olhos mais hipnotizantes que a Sam já presenciou. Ben se mudou com seu pai e sua irmã Tami, ele mudará para sempre o caminho de uma Hoffer, mas se para o bem ou para o mal, isso não é possível afirmar... 

"Como alguém podia ser tão arrogante, metido à besta, irritante, intragável, idiota e repulsivo?"

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O relacionamento da Samantha e do Martin é puramente abusivo. É nítido que ela não o ama, ela está acomodada em um namoro que não lhe acrescenta nada, apenas lhe diminui como mulher. O Martin pressiona a todo momento a fim de sexo e ela permite que isto aconteça.
A Sam tenta ficar longe do Martin e a maneira que ela acha para isso é surfar com o seu melhor amigo Tui e andar com a turma da praia, os únicos que lhe fazem bem, além da sua família. Sua relação com o mar e com a natureza é poderosa, dentro das águas ela sente-se livre, reernegizada.
Ao chegar na cidade, Ben logo se enturma com todos os amigos da Sam e isso acaba aproximando-os, eles são obrigados a dividir o mesmo ambiente.

Ben é sarcástico, adora pertubar a Sam e é maravilhosamente lindo. Impossível não suspirar, eu adooro um cafajeste. O envolvimento dele com a Sam é avassalador, a química dos dois apaixona os leitores. Ele é tão misterioso quanto a ilha das Hoffers e carrega um passado obscuro.

"Não existem almas gêmeas, você deve simplesmente beijar muito e, se o beijo bater, você deve lutar com unhas e dentes por essa pessoa, porque química não é tão frequente"

A autora conduziu a trama com maestria. Basicamente temos os dramas das Hoffers e do relacionamento da Sam e do Ben preenchendo a maioria das páginas e isto não cansa o leitor, de forma alguma transforma-se em algo clichê.
Me envolvi com as Hoffers, com o sobrenatural da ilha, com a Vozinha. Uma cena em particular me fez soluçar de lágrimas, pois me relembrou algo que vivi e que foi extremamente doloroso. Esse assunto é muito importante para se tratado e a Ju conseguiu trazer leveza, mesmo sendo algo tão delicado.

Luxúria é diferente de tudo que já tive o prazer de ler. A trama conta com um mistério bem elaborado envolvendo as Hoffers e o Ben. O leitor só terá plena consciência do enredo criado pela autora nas últimas 20 páginas e isto atormenta quem está lendo. Quando chegamos ao final e compreendemos tudo, simplesmente é desesperador. Nunca fiquei tão angustiada com um final. Terminei o livro e fiquei perplexa, sem querer acreditar naquelas palavras, não sei se conseguirei aguardar o próximo livro sem ter um ataque cardíaco :( 

"Mesmo assim, mesmo pouco tempo de algo muito bom é melhor do que tempo nenhum"

Parabéns Ju, por conseguir prender magnificamente os leitores. Luxúria entrou no top 3 do ano, não tem palavras que definam!
Se tem uma leitura que recomendo de olhos fechados é Luxúria, ninguém se arrependerá de embarcar nesse romance!!!
Pelas minhas estrelinhas, lança logo o segundo!!!!!!

"Eu estava triste exatamente por isso, porque o fim é triste mesmo"

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Beijinhos da Lice

Eu ainda lembro do seu sorriso... Aquele sorriso de canto que por tanto tempo foi o meu canto...
Aquele sorriso que eu amei no primeiro momento, que causava um formigamento no meu estômago e me tranquilizava... Eu ainda lembro do seu sorriso...


Admito que passei muito tempo querendo esquecer aquele bendito sorriso, pensava que desta forma, talvez, voce saísse um pouco dos meus pensamentos e resolvesse atormentar outra pessoa. É, não funcionou. O tal sorriso resolveu me acompanhar e resolveu inventar de ser visto a cada ser abordado na rua. O que um bendito sorriso não faz?!

Eu tentei esquecer tudo que me recordava você. Passava horas evitando parques, sorvetes e noites estreladas. Tudo isto nos marcou, quer dizer, me marcou... Lembro claramente de cada ida ao parque que acabava transformando-se em uma guerra particular onde a sua diversão era me descabelar, segundo você, daquele jeito eu era perfeita.
E eu fui perfeita para você durante certo tempo, devo afirmar que foram os melhores tempos. Nesse tempo eu era feliz como uma garotinha que acabou de ganhar uma barbie, eu era realmente uma criança em festa e a minha festa só era completa na sua companhia.
Éramos duas crianças que não sabiam como agir, mas estavam dispostas a fazer o melhor pelo outro. Mas falhamos, fomos imperfeitos...

Eu não estava preparada para te dar o que você desejava, eu queria mais. Queria descobrir o mundo, ir atrás de novas aventuras, criar e reiventar. Já você queria a mesma vida de sempre, ali era o seu lugar, não o meu. E de repente a mágica acabou...

Certo tempo depois soube que você estava feliz, tinha achado alguém que também era dali. Devo confessar que ao ouvir aquelas palavras senti um certo incômodo. Saber que aquele sorriso já não me pertencia, dóia. Mas eu tinha que aceitar, agora você pertencia a outro alguém e aquele sorriso não era o "meu" sorriso.



Aos poucos fui me acostumando com a idéia e não lembrava tanto dos nossos momentos. Eu consegui alcançar cada momento sonhado, tinha criado e reiventado. Mas depois de alcançar o que parecia tão distante, o vazio me dominou. Naquele momento a ficha tinha caído. Eu abdiquei de tantas coisas por aquele momento e agora ele tinha passado, em um segundo já não restava mais nada. Eu percebi que não importava o que eu tinha feito ou o que eu iria fazer, eu pertencia somente àquele sorriso, ao seu sorriso. Um sorriso que eu perdi por ignorância, um sorriso que eu perdi por estupidez, um sorriso que eu perdi pela minha teimosia...


Hoje recordo do teu sorriso claramente, mas como outrora, não desejo esquecê-lo, sou feliz por lembrá-lo. Sou feliz por saber que em algum momento ele me pertenceu e que eu fui a culpada por ele existir. Eu ainda lembro do seu sorriso... E esta é a maior dádiva com que a vida pode me presentear... 
Talvez um dia eu finalmente esqueça-o, mas o seu sorriso sempre será o melhor sorriso, mesmo que eu não lembre, mesmo que outro sorriso me pertença. O seu sorriso é tao meu que deixou de ser seu, e hoje ele habita no meu sorriso! 




Alice Martins


Heeey leitores, tudo bem com vocês?

Hoje trago para vocês a resenha de um romance muito conhecido no Brasil e que provavelmente quase todas as pessoas já leram na sua adolescência. Mas sempre tem aqueles que nunca se aventuraram né?! Então, apresento a vocês minhas considerações sobre Dom Casmurro. O livro foi enviado em cortesia pela Editora Vozes!

Dom Casmurro
Autor: Machado de Assis
Páginas: 296
Ano / Gênero: 2016 / Romance
Editora: Vozes
Nota: 💙💙💙💙

"Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela bora fora"



Escrito em 1899, mas apenas publicado em 1900, pela Livraria Garnier do Rio de Janeiro, Dom Casmurro é um dos romances mais lidos e analisados da literatura brasileira. Seu autor, Machado de Assis, nesta época, já alcançara um grande prestígio e reconhecimento dos seus leitores e da crítica especializada.  


Dom Casmurro é um romance realista, idelizado no século XIX e carrega consigo todas as características peculiares da época. Na história, nos é apresentado primeiramente Bentinho, o nosso Dom Casmurro. Ele perdeu o pai ainda pequeno e foi criado pela sua mãe (D. Glória), juntamente com a ajuda do Tio Cosme, a Prima Justina e o agregado José Dias.
Bentinho cresceu tendo como vizinha a bela mulata Capitu, uma guria de olhos ferozes e fascinantes. Entre eles foi nascendo aos poucos algo mais forte que um sentimento de amizade, porém isto sempre permaneceu excluso, visto que Bentinho estava prometido a ser padre, devido a uma promessa realizada pela sua mãe ainda na gestação.

D. Glória tentava esquecer sua promessa, não queria separar-se do seu único filho, mas considerava seu pacto com Deus um dever que deveria ser cumprido. O agregado José Dias fazia questão de levantar o assunto e chegou a insinuar que se o menino Bentinho não fosse envido ao seminário o quanto antes acabaria de relacionamento com Capitu.
O menino ouviu a tudo escondido e ao terminar foi correndo contar a jovem, que ficou enfurecida com o agregado e não poderia deixar-se separar do Bentinho. Neste momento, um beijo acaba acontencido e Bentinho caí-se de amores ainda mais forte pela Capitu.

"Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar"

Narrado em primeira pessoa, a trama irá passear entre o tempo que Bentinho, sem ter outra solução, acaba indo para o seminário, mas deixa Capitu com a promessa de caser-se com ela um dia. No seminário, Bentinho conhece Escobar, eles acabam virando grandes amigos e compartilham do ideal de sair dali o mais rápido possível. Inclusive, é o Escobar que acaba dando a Bentinho uma ideia que livra-o do Seminário. A amizade dos dois foi crescendo com os anos, ambos casaram-se. Bentinho com Capitu, e Escobar com a melhor amiga dela, Sancha.
O amigo conseguiu aumentar a família mais rápido e enquanto isso Bentinho e Capitu frustavam-se pela falta de um herdeiro. Mas com o tempo o filho veio e Bentinho resolveu homenagear o amigo, pondo o nome na criança de Ezequiel.

Os anos vão passando e Bentinho acaba por desconfiar que talvez esteja sendo traído pelas duas pessoas que mais ama: Capitu e Escobar. As semelhanças de Ezequiel com o seu amigo só aumentam, o garoto é a escultura de Escobar.
Bentinho tomará atitudes um quanto drásticas para manter a aparência de família "feliz", mas nem todo final pode ser considerado FELIZ, amores não são tão reias.

"A alma é cheia de mistérios"


Dom Casmurro acaba e a grande dúvida permanece: Capitu traiu Bentinho?
As respostas podem ser inventadas ou escolhidas pelos leitores, onde cada um terá uma versão diferente para o que realmente aconteceu, o autor deixa uma abertura quanto a isto.

Bentinho foi completamente apaixonado pela Capitu desde a infância. Um homem que de certa forma deixou-se manipular por esse amor, que fechava os olhos para não enxergar a mulher que tinha a sua frente.
Capitu, desde os primeiros capítulos, mostra-se dissimuladora e fria. Ela controla muito bem suas emoções, inventando histórias e desmetindo acontecimentos. Ela não é uma mocinha convecional. Não posso considerá-la inocente na minha análise, mas também não a considero culpada. Se ela seria capaz de trair o Bentinho? Isso já não sei... Ela dissimulava para ficar perto dele, destruir esse amor seria burrice.

O livro é narrado pelo Bentinho que a todo momento tenta manter um diálogo particular com o leitor, inserindo-o nos seus causos e contos. Mesmo contendo 148 capítulos, a leitura é leve, pois a maioria dos capítulos está presente em uma ou meia página. Talvez o leitor encontre dificuldade para compreender algumas das palavras utilizadas pelo autor, pois elas são bem caracteríticas do século em que o livro foi escrito.

Foi uma delícia ler Dom Casmurro nesta época da minha vida, devo confessar que tentei lê-lo aos meus 14 anos, mas não consegui fluir na leitura e desde então fui postergando este momento. Hoje, aos 20, me considerei apta para embarcar na leitura e devo confessar que me surprendi, o livro conquistou um lugar especial em meu coração, pois é o tipo de livro que você se envolve do início ao fim. Super recomendo a leitura!!!


"Não precisa correr tanto, o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir"


Queria deixar meus agradecimentos a Editora Vozes! A edição é linda, compacta e bem estruturada. As letras são do tamanho suficiente e de forma alguma atrapalham a leitura (já tinha encontrado esse problema em outras edições de Dom Casmurro).


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Beijos da Lice

Olá leitores, tudo bem?

Algumas semanas atrás terminei de ler o livro do parceiro Saymon Cesar "A Lenda de Materyalis - As crônicas de Aliank".  A ideia do livro surgiu a partir de um fórum de RPG e esta influência é nítida durante toda a leitura.

A Lenda de Materyalis - As crônicas de Aliank (Vol. 1)
Autor: Saymon Cesar
Páginas: 239
Gênero/Ano: Fantasia/2016
Editora: Novo Século
Nota: 💙💙💙💙💙

"Com ele, também partia um pouco do amor, o mais belo de todos os sentimentos, tão necessário e raro naqueles tempo de guerra"


SINOPSE: No princípio dos tempos, as sociedades de Hedoron acreditavam nos mandamentos dos servos de Materyalis, suposto deus criador do Universo e da vida. A lenda diz que a divindade se angustiou ao observar os atos corruptíveis das suas criaturas e atribuiu a si toda a culpa da imperfeição dos povos. Sua consciência ator¬doada separou sua essência em duas entidades, criadoras de ideologias extremistas que dividiram a crença das sociedades. Assim nasceu a materja, a guerra que visa a consolidação de uma verdade entre todas as raças. Avessa ao propósito da contenda milenar, surge uma sociedade secreta, que busca o único artefato capaz de desvendar o que realmente foi Materyalis e, assim, livrar os povos da dúvida que os condenou aos intermináveis confrontos. Mas, para chegar ao obje¬tivo, é necessário usar a misteriosa aptidão de cinco indivíduos habitantes de Aliank, um reino dominado por contradições que podem apressar a ruína do mun¬do antes que a verdade sobre Materyalis seja revelada.


No ínicio, o livro é bem confuso devido a quantidade de informações que o autor nos apresenta, são muitos detalhes importantes que serão fundamentais para a compreensão da obra e desenvolvimento do nosso senso crítico e aprendizado. Sim, o livro nos leva a refletir sobre o "certo" e "errado", sobre o "existente" ou o "não existente".

Vamos a estória...

A Lenda de Materyalis nos apresentará Hedoron, mas particularmente o Reino de Aliank. Aliank é constituída por homens, elfos e mestiços, onde desde a vitória do rei Berong contra Garlak (um dagrão marilista), tornou-se um reino temido. Em Aliank predomina-se a Ideologia Teryonista. Temos outras três ideologias: Marilista, Emylista e Venirista.
Acredita-se que Materyalis, dividiu-se em duas criaturas: Materyon (Deus da benevolência), a essência do bem e que deu origem a ideologia teryonista; e Marilis (Deus maldito), a essência do mal que consequentemente deu origem a ideologia marilista. Os Emylistas desejam juntar as duas essências para restaurar o equilíbrio do mundo. Já os Veniristas desejam provar que não existe nem o bem e nem o mal.

No primeiro capítulo, uma carta destinada aos sucessores da Ideologia Venirista é apresentada e nela explica-se todos esses detalhes, também nos é apresentado um sucessor que nos contará todos os acontecimentos através de visões do sinkrorbe. O objetivo dele é encontrar o Sinkar, mas para isso é necessário que ele encontre 10 guerreiros denins dispostos à ajudá-lo a provar que todos os acontecimentos são explicados pelo acaso e não por uma dinvidade, com o propósito de cessar com a guerra ideológica que já dura séculos.

"Cometemos erros, irmãos. Ou por escolhas erradas ou por não sermos fortes o bastante para impedir  que outros nos levem a cometer o mal. Todos neste mundo são imperfeitos"


Nos capítulos seguintes conhecemos a Lady Liliel, uma elfa responsável pela cavalaria do reino; e o Lorde Sarlakros, responsável pela infantaria. Ambos são bem diferentes quanto a sua personalidade, a elfa realmente parece seguir os preceitos da ideologia teryonista, sendo misericordiosa quando necessária. Já Sarlakros é totalmente violento, a dor das outras pessoas lhe proporciona prazer. Os dois são denins (possuem certos dons ao manipular energias, o que lhes deixa poderosos) e estavam ligados ao caminho para o Sinkra.
Lady Liliel e Lorde Sarlakros são convocados pelo príncipe Edfeu para irem a região norte de Aliank e caçar um Majurk (pessoas que transformam-se em ursos, mas mantêm seus pensamentos durante a transformação) que tinham matado 12 pessoas nos últimos dias. A principal suspeita pelos crimes é Dotter Manen, uma majurk responsável por cuidar da Floresta de Majara, um lugar perigoso e extremamente fatal.
Para irem com Liliel e Salarkros são chamados os Elorkans (denins dominadores de fogo) Morhariel (humano) e Hirlun (elfo do céu). Eles dividiram-se em duplas, ficando Liliel e Hirlun; e Sarlakros e Morhariel. Cada dupla tinha uma missão diferente, ficando por responsabilidade da primeira encontrar Dotter e da segunda deter o majurk da cidade. Os 4 denins faziam parte dos planos do sinkrorbe para ajudar na localização do Sinkra.

"Aquele que permite a queda de alguns dos nossos para que se cumpra o objetivo final"


A partir da ida dos guerreiros ao norte de Aliank, começaremos a compreender que neste reino nem todos são o que parecem e que nem todos seguem os preceitos que o dizem. Teremos contato com seres capazes de controlar a mente de outros e nos depararemos com surpresas, umas agradáveis, outras nem tanto.

O autor criou um universo estritamente particular, onde os seres míticos/mágicos encantam o leitor. O livro é muito bem construído, todos os nós estão bem amarrados e percebe-se um trabalho de pesquisa árdua que foi necessário ao autor para nos passar detalhes tão relevantes e nos levar a duvidar de todos os personagens que surgem durante a trama.

O livro é claramente uma analogia as religiões que causam atualmente tantas discussões e debates árduos. O deus Materyon seria o que conhecemos apenas por Deus, já o Marilis seria o demônio. Os seguidores da ideologia Verinista seriam os ateus, aqueles que não creem no bem ou mal.
Quem está certo? Deus existe? O demônio existe? Ou não passamos de moléculas que um dia se desintegarão e não signifiicarão nada?
Cada pessoa segue a ideologia que lhe convém, eu particularmente creio na existência de um Deus que nos guia diariamente, mas devo confessar que essas dúvidas existem dentro de mim e sempre me questiono sobre todas essas relações.

A Lenda de Materyalis é uma forma de refletir sobre todos esses fatos e ao mesmo tempo nos leva a viajar em outro mundo. As cenas de lutas são descritas com precisão, o leitor consegue visualizar claramente cada cena.
Devo confessar que o final do livro me levou aos prantos, é de certa forma doloroso, comovente e inspirador. A busca pela verdade continuará e muitos outros segredos ainda serão revelados. Estou mega curiosa e ansiosa pela continuidade da série!

A edição do livro nos presentea com um mapa e informações adicionais sobre o reino e as ideologias. Acho muito precioso quando um autor preocupa-se com isto para apresentar ao leitor. Essas informações nos ajudam construir uma imagem clara do livro.

Gostaria de agradecer ao Saymon por me permitir refletir sobre tantas coisas que à algum tempo estavam adormecidas no meu interior. É sempre gratificante abrir-se a novas discussões ideológicas. Obrigada Saymon!


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Espero que vocês tenham sentido a essência desse livro!



Beijinhos da Lice